SOBRE MARTINÓPOLIS
Martinópolis é um município com 1.254,032 km², estando em 17º lugar por área territorial no Estado de São Paulo (SP). Com população de, aproximadamente, 25.240, conforme a última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025, suas principais fontes de renda são o comércio, o setor de serviços e a agropecuária.
A HISTÓRIA
Em meados do século XIX, sertanistas mineiros de Ouro Fino, liderados por José Teodoro de Souza, adentraram nas terras dos índios coroados, na Alta Sorocabana, dando início à formação de um povoado, conhecido na época como Patrimônio José Teodoro. Com a chegada da Estrada de Ferro, atualmente conhecida como FEPASA, outros sertanistas começaram a chegar à região, concentrando-se junto às residências dos trabalhadores da Estrada de Ferro.
Dentre os novos moradores estava o Coronel João Gomes Martins, que por volta de 1924, dividiu para loteamento as terras junto ao pequeno núcleo, agrupando, assim, o povoado. O progresso levou seus moradores a pleitearem a elevação à categoria de Distrito de Paz, o que foi conseguido em 1929, com o nome de José Teodoro.
As lavouras de algodão e amendoim deram ao Distrito nova amplitude econômica, resultando na criação do Município. Em 29 de janeiro de 1939 ocorreu a instalação solene do município, tendo seu nome alterado de José Theodoro para Martinópolis, em homenagem ao colonizador. Em 13 de junho de 1945, com grande comemoração, foi instalado solenemente a Comarca de Martinópolis, recebendo esse nome em homenagem seu maior benemérito, Coronel Martins.
BALNEÁRIO MUNICIPAL DA REPRESA LARANJA DOCE
A cidade se destacou como Município de Interesse Turístico (MIT), impulsionado, principalmente, pelo Balneário Municipal da Represa Laranja Doce, com belezas naturais que atraem visitantes de todo o país. O local possui mais de 5 quilômetros de área verde, com parque infantis, academias da melhor idade, 24 quiosques cobertos e equipados com churrasqueiras, além de contar com banheiros femininos e masculinos, bebedouros com água gelada, campos esportivos de areia, chuveiros e torneiras em toda a sua extensão. Além disso, os visitantes também podem apreciar as lanchonetes e restaurantes.
Já para quem busca lazer, a diversidade é grande. Há área delimitada, pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, aos banhistas, ciclofaixa para caminhadas e corridas, extensão adequada para passeios ciclísticos, bem como local ideal para a prática de esportes náuticos e pescaria.
Outro benefício do local é a segurança, que conta com equipes integradas, principalmente, em períodos de alta temporada, com Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Municipal, Agentes de Trânsito e da Vigilância Municipal e reforço da Polícia Militar para auxiliar no monitoramento. Com ambiente familiar, os turistas podem desfrutar de tranquilidade, áreas arborizadas e sombras, características ideais para quem busca descanso e contemplar a natureza. O principal acesso ao Balneário Municipal da Represa Laranja Doce é a Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425).
IGREJA DE SANTA BIBIANA
Santa Bibiana é a única Santa protetora dos epilépticos, da insanidade, depressão e de fortes dores de cabeça. O dia dela é 2 de Dezembro, quando foi decretado feriado municipal.
A construção da atual igreja começou em 1936 e terminou em 1939, tendo sido inaugurada no Natal, pelo Pe. João Schneider. Ela foi construída sobre a capelinha que existia no local e que estava pequena para a população crescente da cidade. As pinturas do teto e das laterais foram feitas por Francisco Ramirez, de Avaré (SP), sendo restauradas em duas oportunidades, a última em 2006, pelo artista martinopolense Sérgio Genaro.
No Brasil, é a única igreja dedicada à Santa Bibiana fica em Martinópolis. Virgem e mártir romana do século IV, foi uma cristã devota perseguida pelo imperador Juliano, o Apóstata, entre 361-363 d.C. por se recusar a abandonar a religião e ser prostituída. Entretanto, mesmo quando homens se aproximavam dela para tocá-la sem permissão, não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes passaram a ser curados.
Sem renegar a Cristo, foi entregue aos carrascos para ser chicoteada até a morte e o corpo jogado aos cães selvagens. Outro prodígio aconteceu nesse instante, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.
Em Martinópolis, a Santa foi escolhida como padroeira porque Bibiana era o nome de uma das filhas do colonizador, Martins, o que o fez dar o nome à igreja local.
PRINCIPAIS EVENTOS MUNICIPAIS
Carnaval MartFolia
Desfile da Escola de Samba Unidos de Vila Alegrete
Festa das Barracas com comidas típicas - 12 de Junho
Aniversário da cidade – 13 de Junho
FEPASA
A estação ferroviária é o edifício número um da cidade, ela viu Martinópolis surgir como povoado (na época ainda com o nome de José Teodoro), acompanhou todo o seu desenvolvimento. A estrada de ferro é que deu origem a Martinópolis, pois o colonizador João Gomes Martins comprou a fazenda fronteiriça à estação e planejou a cidade, fazendo o arruamento. Em seguida vendeu lotes urbanos e, próximo ao povoado, as chácaras. Mais distante vendeu sítios e fazendas. A terra dessa fazenda ia da estação até o Rio do Peixe. Hoje a estação está desativada, nos trilhos só correm (sem parada) os trens cargueiros em direção a Presidente Prudente. No local foi construído um pequeno Museu, na realidade uma espécie de vitrine-museu, onde estão expostos alguns objetos históricos e fotografias antigas.
CHAMINÉS DE CÊRAMICA
A Cerâmica Martins, que teve início de atividades no final da década de 1930, marcou época no desenvolvimento de Martinópolis, tinha até um desvio ferroviário para embarque de mercadorias. Produzia telhas e tijolos que eram vendidos para inúmeras cidades da região. Os herdeiros da família Martins não quiseram mais tocar o empreendimento, ela foi desativada na década de 1970. Ficou muito tempo abandonada, os edifícios foram derrubados, preservando as 4 torres (dos 4 grandes fornos de queima da produção). Lá funciona atualmente a sede da II Companhia da PM e a Casa da Criança
CASA DO ARTESÃO
A Casa do Artesão foi fundada em 26 de maio de 2007, por meio do Projeto Empreender, da Associação Comercial, em parceria com o Sebrae e a Prefeitura de Martinópolis. Os integrantes se dedicam para que todos os produtos sejam confeccionados com total qualidade, prezando a satisfação do cliente, bem como o fomento do comércio e renda. Atualmente, são 28 artesãos cadastrados que já confeccionaram mais de 2 mil peças de diversos segmentos, como couro, tecidos, madeira, tecelagem, macramê, bordados, cerâmica, pintura, entre outros.
INFORMAÇÕES
Para obter mais informações, basta entrar em contato com a Secretaria Municipal de Esporte, Turismo e Cultura pelo telefone (18) 3275- 5506 ou pelo e-mail: culturaturismo@martinopolis.sp.gov.br. A pasta fica localizada na Rua Vicente Pelegrini, nº 400, em Martinópolis (SP). O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h.